Nós entre as palavras
Palavras-chave:
linguagem e línguas - filosofia.Sinopse
“Desocupado lector”, assim Cervantes iniciou o prólogo do seu saboroso Don Quijote de La Mancha. Imagino do mesmo jeito o eventual leitor desta página e desde já lhe agradeço a gratuita disponibilidade. Em compensação, prometo ser breve.
Eu sei que para bom entendedor, meia palavra basta, mas o título deste livro exige justificativa. Não se trata de tratado linguístico. Joga-se aqui com palavras, mas voltadas para um olhar filosófico.
Começa com três letras - Nós - que não formam um termo claramente definido. É palavra homógrafa e homófona, mas não homônima. Planta-se aí um pronome pessoal ou um substantivo masculino plural? E “entre as palavras”, o que pode ocorrer?
Não há mistério algum. Entre as palavras estamos nós e se dão os nós. Nós somos o que somos e nós são constrangimentos, enroscos, complicações, enredamentos, laços, liames, tudo o que bloqueia, delimita e paralisa a palavra e a vida.
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